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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Faltam 366 Dias???!!!




Será? Se tudo fosse como nosso desejo, estaríamos nos casando daqui exatos 1 ano, porém como ano que vem é ano bissexto, faltariam 366 dias...muita coisa pode acontecer, então acho que seria prematuro dizer que não vai dar tempo.
Acredito em tudo, ainda mais quando se trata do nosso amor, que sempre vence desafios e transpõe as barreiras do inatingível.
Casamento é caro. É mais um comércio lucrativo do mundo capitalista, então estamos tendo idéias criativas para adaptar ao nosso sonho, que tenham a nossa cara, o nosso jeito e o nosso poder aquisitivo. Rsrs...assim sendo, temos idéias inovadoras, que vão ser delicadamente pesquisadas para ver a chance de êxito de serem mais que idéias. Ansiosa elevada à milésima potência.

O mais caro é alugar um local pra festa, que seria de dia...e isso é o que mais trava tudo...alguém tem um sítio para emprestar???

Mas..."O amor tem sempre a porta e vem chegando a primavera. Nosso futuro recomeça, venha, que o que vem, é perfeição..."

"Da televisão, ele sumiu, evaporou. A Internet ele nunca chegou a frequentar. Nas páginas de revista, faz tempo que não dá as caras. Foi trocado pela paixão instantânea e pelo sexo ocasional. Estou falando do amor, lembra dele? Pois é, foi escorraçado da mídia. Hoje em dia, casais se unem por desejo, oportunidade ou conveniência. Todos querem se apaixonar amanhã e somar mais um nome ao seu currículo pessoal de aventuras, que se pretende vasto. Cultivar um amor para sempre? Nem pensar. O amor deixou de ser inspirador. Já deu os versos que tinha que dar. O amor demora muito para se estabelecer e depois dura demais. Quem tem paciência e tempo, hoje, para se dedicar a uma só pessoa? O amor faz sofrer, faz chorar, e além disso não rende matéria no Segundo Caderno, não é encontrado no YouTube. O amor está obsoleto, não se usa mais. Segue valorizado apenas no cinema e nos romances de ficção, através de autores que não desistem de investigar esse sentimento que é tão difícil de se concretizar da maneira como o idealizamos. Todo amor parece impossível, tanto nos livros como na vida real. E talvez esteja aí a razão da sua força e mistério e do medo que ele nos provoca.


O amor é muito mais exigente do que a paixão: ele pressupõe a reconstrução de duas vidas a partir de uma troca de olhares, que é como tudo geralmente começa. Enquanto a paixão se esgota em si mesma e não está interessada no amanhã, o amor é ambicioso, se pretende eterno, e para pavimentar essa eternidade não mede esforços. Duas pessoas que nunca se imaginaram juntas de repente atendem a um chamado interno do coração (desculpe o termo, não encontrei outro mais moderno) e investem nessa união de olhos abertos (a paixão é vivida de olhos fechados). O amor é uma loucura disfarçada de sanidade.

Não fosse uma loucura, o amor não seria o que é: lírico e profundo, rebelde e transformador. Amar é a transgressão maior. É quando rompemos com a nossa solidão para inaugurar uma vida compartilhada e inédita. Isso é ou não é uma doideira?

Mais ainda: poderíamos dizer que o amor é um processo de autodesconhecimento. Você nunca conviveu com a pessoa que começou a amar, portanto você precisa conhecê-la, e ela a você. Diante dessa página em branco, somos obrigados a nos passar a limpo, e para isso é preciso relativizar as certezas acumuladas até então e abrir-se para a formação de uma nova identidade. Passamos a ser recicláveis. O autoconhecimento nos dá respostas seguras sobre nós mesmos, mas segurança demais pode nos paralisar. O autodesconhecimento é que nos empurra pra frente.

Todos nós já tivemos a chance de amar. Alguns, uma única vez, mas a maioria de nós teve várias oportunidades, diversos amores. Amores curtos, mas inesquecíveis. Amores que terminaram, mas que geraram filhos. Amores que naufragaram, mas que nos amadureceram. Amores duradouros, que ainda não acabaram. Todos eles nos incentivando a continuar a tentar, porque de amar ninguém desiste.

O desprestígio do amor talvez venha da pressa de viver, da urgência dos dias, da necessidade de “aproveitarmos” cada instante: é como se o amor fosse um impedimento para o prazer. Francamente, o que se aproveita, de fato, quando não se sente coisa alguma? A resposta é: coisa alguma. Do que se conclui que o amor nunca será cafona, pois nada é mais revolucionário e poderoso do que o que a gente sente. Nada. Nem mesmo o que a gente pensa."


("O Amor nos tempos de hoje" - Martha Medeiros)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Faltam 579 Dias!!!

Hoje, em especial, queria que o tempo voasse e 579 dias passassem como passe de mágica. E mais, que conseguíssemos, verdadeiramente, dentro de 579 dias alcançar nosso objetivo maior. Não me importa se estaremos nos casando, ou se estaremos morando juntos, a planejar tudo isso que sonhamos, planejar o nosso futuro, sem esquecer de viver o presente. O John dizia que a vida é aquilo que acontece enquanto planejamos o futuro. Eu quero um futuro ao seu lado, mas mais do que isso, tenho o desejo maior de viver contigo o presente, pois é ele que me preenche de você na urgência que eu tenho agora. Muita coisa está por vir, e eu não sei como tudo se dará. Repito: será que é tudo isso em vão?será que vamos conseguir vencer?Somos tão jovens...
E tudo que eu quero é você, de peito aberto, alma leve e no volume máximo.
Vamos ignorar tudo que tentar nos impedir?Faz esse pacto comigo, por um segundo mais feliz.

Neoqeav, honey baby.

"Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é…" (Martha Medeiros)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Faltam 583 Dias!!!

Esse é o primeiro post, e a idéia disso aqui, é ser o diário de bordo, desde o surgimento da idéia até o "Declaro-os Marido e Mulher". Na verdade, prefiro o conceito da Martha Medeiros, em uma crônica sobre casamento, onde ela diz "declaro-os maduros". A idéia é sempre essa. Crescer junto. Crescer com.
Por enquanto, é uma semente de idéia, que nem sabemos se vai se realizar no prazo desejado. Mas se nunca começarmos a juntar as idéias, elas nunca farão parte de um todo, o vulgo sonho realizado.
Data pretendida? 16 de setembro de 2012.
Muitos detalhes serão colocados aqui, porém as surpresas sempre vão existir. Temo pelo momento em que a tensão será inevitável, e seria muito legal se pessoas na mesma situação pudessem aparecer e trocar idéias.
Começo o primeiro post na contagem regressiva. Será que vamos conseguir vencer?

By Nine

"Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento a igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre. 'Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?' Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
- Promete se deixar conhecer?
- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros".

("Declaro-os Maduros" - Martha Medeiros)